sábado, 3 de março de 2012

MODALIDADE DO MAR



Após um acampamento em no Rio Beaulieu, Baden-Powell redigiu "Escotismo do Mar para Rapazes", era uma pequena explanação do que deveria ser o escotismo o mar, ao final há uma nota que diz que seu irmão, Warrington Baden-Powell, montaria um manual para os escoteiros do Mar. Com o despreparo dos chefes da modalidade básica, surgiram novos chefes provindos da Guarda Costeira da Inglaterra, esses tinham conhecimento sobre as artes da marinharia. As primeiras uniões de Escoteiros do Mar na Inglaterra e no exterior foram: Mercúrio, "British Boys", Petersham and Ham, Barry, Cleethorpes, Ratcliffe, Skegness, e Gibraltar.
Em 1910 foi definido o uniforme dos Escoteiros do Mar, branco diferente da modalidade básica caqui. Em 25 março de 1911, estabelece-se escoteiros do mar como salva-vidas na costa, uma real necessidade da época. Em 1912 o "Escotismo do Mar e Marinharia para Rapazes" é publicado. Em 1921 Warrington Baden-Powell morre, mas o Escotismo do Mar já era realidade em vários países.

MODALIDADE DO AR



A Modalidade do Escotismo do Ar, não foi idealizada pelo fundador, Baden-Powell, das outras duas modalidades, básica e Modalidade do Mar, nem mesmo na Inglaterra, a Modalidade tem sua origem no Brasil.
Dia 28 de abril de 1938, é oficializado o primeiro Grupo Escoteiro da Modalidade do Ar, o Grupo Escoteiro do Ar Tenente Ricardo Kirk, tendo como responsáveis o Major Aviador Godofredo Vidal, o Tenente Coronel Aviador Vasco Alves Secco e o Primeiro Sargento Telegrafista Jayme Janeiro Rodrigues, na época servindo no 5º Regimento de Aviação, atual CINDACTA II, em Curitiba.
Em 19 de abril de 1944, foi criada a Federação Brasileira de Escoteiros do Ar, a qual congregava todos Grupos Escoteiros da Modalidade, na época se restringindo aos Estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
O Brigadeiro Nero Moura, em 26 de julho de 1951, então Ministro da Aeronáutica, reconhecendo a tamanha expansão registrada e seus valiosos objetivos, entre eles o de incentivar o interesse dos jovens pela aeronáutica, determinou que todas as unidades da Força Aérea Brasileira dessem total apoio à Modalidade do Ar, o que acontece até os dias presentes.
Em 1951 a Portaria 262 publicada pelo então Ministro da Aeronáutica Brigadeiro Nero Moura determina o apoio de todas as Unidades da FAB aos Escoteiros do Ar. Esta portaria foi reconfirmada em 1981 pelo Ten. Brig. do Ar Délio Jardim de Mattos e reformulada e substituída pela portaria 914 de 29 de Setembro de 2003 pelo Ten. Brig. do Ar Luis Carlos da Silva Bueno.

ALGUMAS DEFINIÇÕES SOBRE O ESCOTISMO RETIRADAS DA UEB NACIONAL


LEI ESCOTEIRA

Conceitos inerentes à Lei Escoteira

Honra, integridade, lealdade, presteza, amizade, cortesia, respeito e proteção da natureza, responsabilidade, disciplina, coragem, ânimo, bom-senso, respeito pela propriedade e auto-confiança.
Quando Baden-Powell idealizou a Lei Escoteira, decidiu não estabelecer leis proibitivas, mas conceitos para formação de pessoas benévolas, para que, desta forma, o jovem escoteiro tivesse onde se espelhar e pudesse se orientar.

Os dez artigos da Lei Escoteira

1. O ESCOTEIRO TEM UMA SÓ PALAVRA; SUA HONRA VALE MAIS DO QUE A PRÓPRIA VIDA.
"A Honra para um Escoteiro é ser digno de toda confiança. Como um Escoteiro, nenhuma tentação, por maior que seja, e embora seja secreta, irá persuadi-lo a praticar uma ação desonesta ou escusa, mesmo muito pequena. Você não voltará atrás a uma promessa, uma vez feita. A palavra de um Escoteiro equivale a um contrato. Para um Escoteiro, a verdade, e nada mais que a verdade." Baden-Powell
2. O ESCOTEIRO É LEAL.
"O Escoteiro é leal à Pátria, à Igreja, às autoridades do governo, aos seus pais, seus chefes, seus patrões e aos que trabalham como seus subordinados. Como um bom cidadão, você é de uma equipe, jogando o jogo honestamente, para o bem do conjunto. Você merece a confiança do governo de sua pátria, do Movimento Escoteiro, dos seus amigos e companheiros de Patrulha, de seus patrões ou de seus empregados, que esperam que você seja correto, fazendo o melhor possível, em benefício deles, ainda quando eles não correspondem sempre bem ao que você espera deles. Além disso, você é leal também a si mesmo; você não quer diminuir seu respeito a si mesmo jogando mal de propósito; nem vai querer decepcionar ou ficar em falta com outro homem, nem, tampouco, com outra mulher." Baden-Powell
3. O ESCOTEIRO ESTÁ SEMPRE ALERTA PARA AJUDAR O PRÓXIMO E PRATICA DIARIAMENTE UMA BOA AÇÃO.
"O dever do Escoteiro é ser útil e ajudar a todos. Como Escoteiro, seu mais alto objetivo é servir. Você deve merecer a confiança de que, em qualquer ocasião, estará pronto a sacrificar tempo, trabalho, ou, se necessário, a própria vida pelos demais. O sacrifício é o sal do serviço." Baden-Powell
4. O ESCOTEIRO É AMIGO DE TODOS E IRMÃO DOS DEMAIS ESCOTEIROS.
"É amigo ou irmão, não importando a que país, classe ou credo o outro possa pertencer. Como Escoteiro, você reconhece as demais pessoas como sendo, com você, filhos do mesmo Pai, e não faz caso de suas diferenças de opinião, casta, credo ou país, quaisquer que elas sejam. Você domina os próprios preconceitos e procura encontrar as boas qualidades que tenham; o defeito deles qualquer um pode criticar. Se você põe em prática esse amor pelas pessoas de outros países e ajuda a fazer surgir a paz e a boa vontade internacionais, isto será o Reino de Deus na terra. O mundo inteiro é uma fraternidade." Baden-Powell
5. O ESCOTEIRO É CORTÊS.
"Como os antigos cavaleiros, você, sendo um Escoteiro, é, sem dúvida, polido e atencioso com as mulheres, velhos e crianças. Mas, além disso, você é polido mesmo com aqueles que estão contra você. Aqueles que têm razão, não precisam perder a calma; aqueles que não têm razão, não podem se dar ao luxo de perdê-la." Baden-Powell
6. O ESCOTEIRO É BOM PARA O ANIMAIS E AS PLANTAS.
"Você reconhecerá como companheiras as outras criaturas de Deus, postas, como você, neste mundo, durante certo tempo, para gozar suas existências. Maltratar um animal é, portanto, um desserviço ao Criador. Um Escoteiro deve ter um grande coração." Baden-Powell
7. O ESCOTEIRO É OBEDIENTE E DISCIPLINADO.
"O Escoteiro obedece, de boa vontade, sem vacilar, às ordens de seus pais, Monitores e Chefes. Como Escoteiro, você se disciplina e põe-se, profunda e voluntariamente, às ordens das autoridades constituídas, para o bem geral. A comunidade mais feliz é a comunidade mais disciplinada; a disciplina, porém, deve vir do íntimo, e nunca ser imposta de fora. Por isso, tem um grande valor o exemplo que você der aos demais nesse sentido." Baden-Powell
8. O ESCOTEIRO É ALEGRE E SORRI NAS DIFICULDADES.
"Como Escoteiro você será visto como o homem que não perde a cabeça e que agüenta qualquer crise com ânimo alegre, coragem e otimismo." Baden-Powell
9. O ESCOTEIRO É ECONÔMICO E RESPEITA O BEM ALHEIO.
"Como Escoteiro, você olhará para o futuro e não irá dissipar tempo e dinheiro com prazeres do momento, mas, ao contrário, fará uso das oportunidades do momento tendo em vista o futuro sucesso. Você fará isso com a idéia de não ser um ônus, mas uma ajuda para os demais." Baden-Powell
10. O ESCOTEIRO É LIMPO DE CORPO E ALMA.
"O Escoteiro é limpo em pensamento, palavra e ação. Como Escoteiro, espera-se que você tenha não só uma mente limpa, como também uma vontade limpa; seja capaz de controlar quaisquer tendências intemperadas do sexo; dê um exemplo aos demais sendo puro, franco, honesto em tudo que pensa, diz ou faz." Baden-Powell

VALORES DO MOVIMENTO ESCOTEIRO

Missão

A missão do escotismo é contribuir para a educação do jovem, baseado em sistema de valores baseados na Promessa e na Lei Escoteira, ajudando a construir um mundo melhor, aonde se valorize a realização individual e a participação construtiva em sociedade.

Visão

O Movimento Escoteiro, é um movimento global que produz uma real contribuição na criação de um mundo melhor.

Princípios do Escotismo

A Organização Mundial do Movimento Escoteiro define como Princípios do Escotismo:
  1. Dever para com Deus (crença e vivência de uma fé, independentemente de qual seja);
  2. Dever para com os outros (participação na sociedade, boa ação, serviço ao próximo);
  3. Dever para consigo próprio (crescimento saudável e auto desenvolvimento).

Desenvolvimento físico

Proporcionar o desenvolvimento físico do jovem por meio de jogos ao ar livre, exercícios, excursões e acampamentos.

Desenvolvimento moral

A finalidade é o caráter com um propósito. E o propósito é que essa geração seja sadia no futuro, para desenvolver a mais alta forma de compreensão e dever para com Deus, pátria e próximo.

Desenvolvimento intelectual

Dá-se uma preparação adequada pelo conhecimento adquirido em cada uma das etapas como cozinha; campismo, nós, natação e salvamento; primeiros socorros; regras de segurança, orientação, transmissão de sinais, estudo da natureza, entre outros.

MÉTODO ESCOTEIRO

1. ACEITAÇÃO DA LEI E DA PROMESSA ESCOTEIRA
Todos aqueles que querem fazer parte do Movimento Escoteiro devem aceitar a Lei e a Promessa Escoteira, e o fazem voluntariamente, pois ninguém é obrigado a ser Escoteiro. Aceitar a Lei e a Promessa significa prometer vivenciá-las, assumir um compromisso de vida, um código de ética e de comportamento. Ninguém é obrigado a aceitar a Lei e a Promessa, mas a partir do momento que o faz espera-se um esforço para observá-las.
2. APRENDER FAZENDO
O Escotismo prega o aprendizado pela prática, pela ação, valorizando o treinamento para a autonomia baseado na autoconfiança e iniciativa, desenvolvendo os hábitos da observação e dedução.

Não usamos aulas para transmitir informações ou impingimos aos jovens exercícios teóricos com o objetivo de adquirir conhecimento. Nós preferimos fazer com que todos aprendam com a prática e que o erro seja visto como um passo em busca do acerto. Os jovens devem ser incentivados a desenvolverem suas habilidades e gostos pessoais, cabendo ao Escotista criar oportunidade para tal.
3. VIDA EM EQUIPE
A vida em equipe significa a integração a pequenos grupos, que são as unidades de trabalho nas Seções. O pequeno grupo possibilita a descoberta progressiva de responsabilidade e prepara o autocontrole, por meio da disciplina consciente assumida voluntariamente além de desenvolver a capacidade tanto para liderar quanto para cooperar.

Nos Ramos Escoteiro e Sênior este ponto é aplicado sob o nome de Sistema de Patrulhas.
4. ATIVIDADES PROGRESSIVAS, ATRAENTES E VARIADAS
As atividades são o elemento que dispomos para atrair os jovens no Movimento Escoteiro. Para tal, é necessário que se atendam aos anseios, as características e necessidades de cada faixa etária. As atividades definidas, programadas com a participação dos jovens de acordo com cada Ramo, asseguram seu interesse e seu envolvimento. Eles vão ao Grupo para se divertir e nós utilizamos as atividades para ajudá-los na sua auto-educação.

As atividades devem ser programadas de maneira progressiva não somente em duração, mas em termos de exigências de técnicas, habilidades e amadurecimento e de oferecer aos jovens desafios e aventuras de acordo com a sua evolução no Grupo, ou vivência dos diferentes Ramos.

As atividades devem ser atraentes e variadas. Elas serão atraentes quando afinadas com os desejos e necessidades dos jovens.

As atividades escoteiras compreendem jogos, capacitação em técnicas úteis estimuladas por um sistema de distintivos, a vida ao ar livre e em contato com a natureza, a interação com a comunidade, a Mística Escoteira e o Ambiente Fraterno.
5. DESENVOLVIMENTO PESSOAL COM ORIENTAÇÃO INDIVIDUAL
O chefe escoteiro deve acompanhar o desenvolvimento de cada jovem individualmente. Deve identificar suas qualidades e deficiências para melhor orientá-lo e criar oportunidades para que ele se supere. Manifestar interesse pelas coisas que ele faz, gosta, oferecer ajuda e orientação são alguns passos para conquistar a amizade do jovem.

Portanto, o chefe deve considerar a realidade e o ponto de vista de cada jovem, identificar as potencialidades de cada um e dar o exemplo
Individualmente, muitos desses pontos são ferramentas de outras formas de educação. Mas no escotismo eles fazem parte de um todo, tornando o Método escoteiros único.
Os elementos atuam como uma rede, e podem ser visto singularmente como:
  • Cada um tem uma função específica;
  • Interação de cada um reforça o mesmo;
  • Contribuí para toda proposta a ser atingida.
Uma importante característica do sistema é a sinergia criada, o efeito do sistema é muito maior do que um elemento sozinho. Cada elemento do Método tem função educacional; cada elemento completa o impacto do outro. Se algum elemento se perde ou não é utilizado propositadamente, o sistema não pode servir para a proposta inicial - o progressivo e holístico desenvolvimento do jovem.
O Método Escoteiro foi desenvolvido para estimular o desenvolvimento do jovem para além dos anos de escotismo. Isso significa que funciona para todos os jovens mesmo que ele tenha oitenta anos.
Pode parecer que há um erro, uma pessoa não pode estar fisicamente em contato com o mundo natural e dando suporte a um hospital, mas ela pode sim conter elementos da natureza como um plano de fundo, ou mesmo presente utilizando métodos que não deteriorem a natureza, por exemplo.

O sistema natural de progressão de auto-educação

O Método Escoteiro é um sistema de progressão, a intenção é estimular que cada jovem desenvolva suas capacidades e seus interesses. Ele faz isso colocando desafios a serem superados, aventuras, incentivando a explorar, a descobrir, a experimentar, a inventar e a criar a capacidade de achar soluções; mas sempre respeitando-os individualmente, suas barreiras.

MODALIDADES

Existem três vertentes do Escotismo, diferenciando somente no foco de suas atividades, mas preservando os valores:

Modalidade Básica

A Modalidade Básica, caracterizada pelo escoteiro típico, sendo a modalidade com o maior número de integrantes, apresenta grande flexibilidade de atividades e com formação geralmente mais voltada para a atividade excursionista, campismo e montanhismo.
Os acampamentos exigem inúmeras técnicas escoteiras, dentre elas a que se destaca é a pioneiria, uma forma de suprir a necessidade de móveis e como um modo de proteção, normalmente constituídas por troncos de madeira e unidas através de amarras.

Modalidade do Mar

O que caracteriza o Escotismo Modalidade do Mar é que eles realizam suas atividades preferencialmente na água, onde quer que exista água em quantidade e profundidade suficientes para que uma embarcação possa navegar, seja ela de que tipo for. Sendo assim podem existir Escoteiros do Mar, seja esta água de mar, de rio, lago, lagoa ou pantanal. Procurando desenvolver nos jovens o gosto pela vida no mar, pelas artes e técnicas marinheiras, pela navegação à vela e a motor, pelas viagens e transportes marítimos, pela pesca, pelo estudo da oceanografia, pela exploração e pelos esportes náuticos, incentivando o culto das tradições da marinha. A gama de atividades que podem ser realizadas é enorme, indo da tradicional navegação a remo até mergulho ou windsurf.

Modalidade do Ar

O Escotismo Modalidade do Ar procura desenvolver nos jovens, além dos valores da Modalidade Básica, o gosto pelo aeromodelismo, aeroplanos, pelos problemas de aeroportos, aeronavegação, aeropropulsão, pelo pára-quedismo e pelos esportes aéreos, pelo estudo da meteorologia e da cosmografia, pelo mundo aeroespacial e pela cosmonáutica, incentivando o culto das tradições da aeronáutica do país.
As ênfases educativas das Modalidades do Mar e do Ar são sugeridas aos Ramos Escoteiro e Sênior. No Ramo Lobinho o desenvolvimento nas Modalidades do Mar e do Ar ocorrem sob forma de atividades especiais, especialidades, etc. No Ramo Pioneiro se reflete em Projetos de Equipes de Interesse.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Projeto Educativo




Somos um Movimento de crianças e jovens, com a colaboração de adultos, unidos por um compromisso livre e voluntário.
Somos um Movimento de educação não formal, que complementa o trabalho da família, da escola e da religião, interessado em contribuir para que o jovem assuma seu próprio desenvolvimento; interessa-nos mais a formação de atitudes do que a aquisição de conhecimentos ou habilidades específicas.
Queremos o desenvolvimento do ser humano, como um todo, e de todos os seres humanos. O ser humano na plenitude de sua existência. O ser humano, homem e mulher. O ser humano, como parte da Humanidade e em sua identidade singular, sem distinção de origem, raça, classe ou credo.
Somos um Movimento que caminha em busca de Deus e que estimula seus membros a viver autenticamente, dando testemunho de sua fé.
Incentivamos os jovens a lealdade à Pátria, em harmonia com a promoção da Paz Mundial. Pregamos o amor à nossa terra e ao nosso povo, sem hostilidades entre as nações. Participamos da grande Fraternidade Escoteira Mundial, que valoriza a cooperação internacional.
Cremos na família, raiz integradora da comunidade e centro de uma civilização baseada no amor, na verdade e na justiça. Por isso, queremos contribuir para que o jovem cresça rumo a uma cidadania responsável, participante e útil.
Somos um Movimento que procura Ter uma participação ativa e positiva nas grandes questões nacionais, tais como: distribuição de renda, proteção ao meio ambiente, menores e drogas, por exemplo. Por isso estimulamos internamente a discussão desses temas e especialmente incentivamos o desenvolvimento de projetos envolvendo essas questões.
Como Movimento Educacional, não nos envolvemos na disputa pelo poder político. Entretanto, os princípios em que se baseia o Movimento orientam as opções políticas pessoais dos nossos membros e a formação de cidadãos responsáveis, participantes e úteis exige que estejamos atentos à realidade política.
OS DESAFIOS PARA UMA VIDA MELHOR
A relação consigo mesmo.Pretendemos que a criança e o jovem aprendam a fazer opções, a descobrir aquilo querem e podem conquistar. Queremos que sejam capazes de assumir responsabilidades, de formular seu projeto de vida, e lutar por ele, conscientes de sua dignidade. Queremos auxiliá-los a serem eles próprios, e a viver por sua própria conta, como agentes de seu próprio desenvolvimento.
A relação com o próximo.Propomos que os jovens se realizem pessoalmente por meio de uma relação de serviço ao próximo. Esta aprendizagem para a vida em sociedade educa para o bem comum, permite descobrir o sentido de vida comunitária e incentiva as atitudes de solidariedade e democracia. Aquele que cresce no Escotismo é um cidadão livre, que respeita a liberdade alheia, interessado em humanizar o mundo, em construir a história e criar uma nova sociedade, participativa e fraterna.
Relação com o mundo material.Para nosso Movimento; produção, criatividade, invenção, bem como a interpretação de informações disponíveis são os meios de educação. A criança e o jovem que inventam uma solução para um problema concreto aprendem a viver. Aquele que imagina um objeto e o produz com suas próprias mãos aprende a conhecer a natureza e a reconhecer sua capacidade de transformá-la. O jovem que vive está experiência se liberta de uma noção fatalista de "destino" e rejeita as atitudes conformistas: descobre a tecnologia como um meio a serviço do homem.
O reencontro com a esperança.Convidamos o jovem a descobrir Deus, aderindo a princípios e valores espirituais, vivenciando ou buscando uma religião que os expresse e aceitando os deveres decorrentes dessa adesão. Nosso enfoque educativo ajuda o jovem a valorizar menos o mundo material, buscando o sentido e o valor da vida. Para alcançar esse desenvolvimento, propomos aos jovens que assumam um código de ética pessoal, traduzido na Lei e na Promessa Escoteiras, que destacam a honra, a confiança, a lealdade, o serviço ao próximo, a generosidade, a alegria a honestidade e o amor, possibilitando-lhes um reencontro permanente com a esperança.

O Homem e a Mulher que Pretendemos Oferecer à Sociedade
Desejamos que os jovens que tenham sido
Escoteiros façam o seu melhor possível para ser:
Um homem ou uma mulher
reto de caráter, limpo de pensamento
autêntico em sua forma de agir;
leal, digno de confiança.
Capaz de tomar suas próprias decisões,
respeitar o ser humano,
a vida, e o trabalho honrado;
alegre, e capaz de partilhar sua alegria;
leal ao seu país,
mas construtor da Paz,
em harmonia com todos os povos.
Líder a serviço do próximo.
Integrado ao desenvolvimento da sociedade,
capaz de dirigir, de acatar leis,
de participar, consciente de seus direitos,
sem se descuidar de seus deveres.
Forte de caráter, criativo,
esperançoso,
solidário, empreendedor.
Amante de natureza,
e capaz de respeitar sua integridade.
Guiado por valores espirituais,
comprometido com seu projeto de vida
em permanente busca de Deus
e coerente em sua fé.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

QUEM QUER ACAMPAR? FAZ CAMPANHA



"Acampar é um dos pontos altos do Escotismo, o que mais atrai os rapazes e é a oportunidade para ensinar-lhes a confiança em si e o espírito de iniciativa, além de proporcionar-lhes o fortalecimento da saúde."
Baden Powell

Acampamento de Grupo deve ser levado TODOS OS MEMBROS DO GRUPO. Portanto necessitamos de sua ajuda converse com sua Tropa, Matilha, Chefe ou Mestre e faça uma campanha de Arrecadação de valores. 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

HISTORIAS DE GRUPOS ESCOTEIROS DO BRASIL

1º


Histórico da Fundação do Grupo


As sementes do GE Tibiriçá começaram a ser selecionadas nas reuniões de chefia que aconteciam aos sábados à noite, em diversas lanchonetes de São Bernardo do Campo. Lá basicamente se fazia o programa de reunião para o Domingo e discutia-se sobre o desenvolvimento dos elementos da tropa escoteira do GE Caoquira.

Participavam, Laércio, Jaime, Gaúcho e Horácio. Obviamente, após terminado o programa, discutia-se outros assuntos comuns aos jovens daquela época.
Gaúcho – Cláudio Manoel dos Santos - foi lobinho lá nos pampas, e como a vida tem muitas voltas deixou o Sul e veio vindo até chegar a São Paulo. Foi morar em São Caetano na casa de uma chefe do GE São Francisco, obviamente foi convidado a participar do grupo, mas foi extraditado rapidamente para o GE Caoquira, onde foi morar em SBC na casa do Horácio de 1977 a 1979.
Laércio da Costa Miranda, brasileiro filho de português, gosta ainda de contar piadas do seus ancestrais, ingressou no ramos escoteiro, e era muito teórico, depois como sênior passou a ser chamado na escola como "Indião" e deixou de ser teórico.
Jaime Leme Loghi, ingressou como escoteiro, mostrou-se sempre ponderado e participativo em todas as atividades.
Horácio Humberto Palleres, foi o primeiro lobinho do GE Caoquira, coincidentemente a sua irmã Maria Cristina Palleres foi a primeira Akelá, e no GE Tibiriçá também inaugurou a Alcatéia.
Laércio, Jaime e Horácio, eram da mesma patrulha sênior "Caçadores de Esmeralda", que alias fora da dupla de seniores Celso Correia Neves e Renato Moura, que alias já tinha sido do sênior Gilberto Correia Neves entre outros. Ou seja uma patrulha de tradição dentro do GE Caoquira.
Nos tempos de seniores – sem esquecer dos sênior Adauto, Flaviomir e in memoriam Miura e Pio Luís Fernando Sparvoli ambos no grande fogo de conselho – fizeram grandes e pequenas coisas porém, muitas atividades. Lembrar algumas como o Camporeé do Sul. Participação do 1º acampamento da Confederação das Bandeirantes de SBC, e da excursão ( de carona) à Foz do Iguaçú. Nesta última , só participaram os seniores Jaime, Laércio e Horácio, foram 22 dias de muita briga e muita união.
Luís Fernando juntamente com seu cunhado Pio Marcos Teixeira, e outros elementos do GE Almirante Barroso, formaram o GE Palmas na cidade de Palmas em Tocantins. Com a partida do Luís, as coisas esfriaram um pouco.
Em todos os GE sempre, infelizmente, há problema de entendimento entre os adultos, e isto causou o afastamento dos chefes Jaime, Laércio, Gaúcho e Horácio do GE Caoquira.
O motim já estava sendo planejado, sabiam que perderiam o navio, porém já deslumbravam um novo navio para desbravar novos mares.
Hoje são todos irmãos escoteiros. Pode se dizer que foi aquele filho que saiu de casa para morar sozinho, depois convida os pais para almoçar ou vai almoçar lá.
Na semana seguinte havia um vazio em todos eles.
Isso foi quebrado pôr um convite do GE Itapu, - antigo Missão Católica – em SCS. Um grupo enfraquecido pôr problemas internos ( ou seja de adultos), que tinha um chefe de tropa e outro de tropa sênior. A alcatéia estava bem. Numa reunião apareceram 4 "CLANdestinos" chefes que estagiaram durante 6 meses com o objetivo de estruturar o sistema de patrulhas e orientar os novatos chefes.
Com o GE Itapu, participam do acampamento demonstrativo na cidade de Batatais, SP, 1º Baitatá, fizeram palestras para os seniores para motivá-los a continuar na jornada, visando o clã pioneiro, lá conheceram vários chefes, entre eles o subchefe de grupo do GE Araquara, o chefe Galera, que acompanhava o seu grupo e participava da parte de enfermaria do campo. Outra palestra abordada já com o futuro Mestre PI foi sobre drogas e sexo.
Wladerley A. Galera, araraquarense, na época tinha suas atividades profissionais numa clinica em Rudge Ramos e num hospital próximo a SBC. Laércio com sua diplomacia, foi conquistando afim de ajudar a organizar o futuro clã. Galera vinha uma vez por mês nas incontáveis reuniões do futuro clã, antes que o GE Tibiriçá fosse fundado o Galera morava em SBC junto com o Gaúcho, no período de 1979 a 1980, numa casa alugada próximo ao Distrito, obviamente esta casa ficou sendo local de reuniões sociais, políticas e estudantis do clã. Nesse tempo já tínhamos o Marsura vindo do GE Guaianazes.
O barco estava saindo do papel, estão terminaram o estágio, e foram para o estaleiro. Afinal continuar sendo chefe não era o objetivo.
As reuniões continuavam sendo feitas nas lanchonetes, desta vez não de chefes, e sim de amotinados, ou "Clandestinos".
A idéia principal era montar um grupo escoteiro. Apoiados no POR, tinham que constituir uma comissão executiva, e uma seção. Porque a primeira seção não ser um CLÃ?????.
O nome do grupo, tinha que ser um nome indígena, pois no distrito de SBC todos os GE tinham nome indígena, GE Caoquira, GE I Juca Pirama e GE Guianazes, portanto TIBIRIÇÁ era um bom nome, cacique das terras de SBC, na época de João Ramalho o fundador de Santo André da Borda do Campo.
Villas Boas, para o nome do clã, foi uma homenagem aos irmão sertanistas, pôr sua dedicação com os indígenas brasileiros. E o Clã se espelharia nisso, dialogariam com outros indígenas, alias outros GE, assim fortaleceríamos o espirito de BP entre todos.
Numa dessas reuniões noturnas, realizada desta vez na lanchonete Well’s do aeroporto Congonhas, encontram na cor do guardanapo a cor para o lenço do futuro grupo escoteiro. Retiraram um exemplar do mesmo, e levaram para Dona Lúcia Teixeira.
Dona Lúcia, mãe do Pio Marcos Teixeira, que era considerada como uma madrinha para o Clã, contou de uma reunião feita na casa dela, na qual foram feitos os primeiros esboços sobre o símbolo do Clã ou do grupo, até que apareceu o guardanapo, ai houve a definição da flor de lis do GE Tibiriçá. Dona Lúcia deve ter dado a sugestão do friso na borda do lenço, considerando esta boa sugestão, um toque feminino nas reuniões machistas. Também conta que na noite anterior do primeiro uso oficial do lenço, ela foi buscar os lenços, juntamente com a Dona Alzira Galo – mãe do Pio Aírton Cézar Gallo, na bordadeira-costureira, porém como o friso não estava de acordo, ela descosturou os frisos, e pregou-os na borda mesmo.
A incumbência de passar a limpo o desenho da flor de lis, ficou para o Pio Jaime. Naquela ocasião ele estudava "design". Utilizando-se de um compasso, uma régua, um lápis e uma borracha para aqueles que ..... se faz a flor de lis de linhas retas que ora parece uma espada, ora parece uma flecha mas sempre tem um alvo, e sempre está correndo para esse alvo. Nota, com qualquer raio (do compas) se faz a flor de lis. Quem gostar ainda, vire a flor de lis e verá alguém de braços aberto te chamando.
Outro trabalho foi obter autorização junto ao distrito, pois os futuros membros eram dissidentes do GE Caoquira, o que poderia ser traduzido como fogo de palha, algo passageiro.
Numa reunião, onde participava o futuro Mestre Pi Galera, para obter autorização distrital estava presente o coordenador regional para a área do ABC, chefe Aparecido, que conhecia o trabalho do Galera junto ao GE Araraquara e também os outros membros juvenis, convenceu os demais membros da comissão executiva distrital a dar um voto de confiança no futuro clã. Nessa reunião Galera se comprometeu a desenvolver os demais ramos num prazos máximo de um ano. Os rapazes aguardavam a decisão na parte debaixo do distrito e vibraram com o resultado, comemorando a moda deles.
Para a comissão executiva do grupo houve inúmeras reuniões. Foram convidados vários pais que participaram no GE Caoquira e estavam afastados. Muitos já tinham outros compromissos e não puderam acompanhar o futuro grupo.
Sr. Ermínio Vazzola , in memoriam, foi o primeiro presidente do grupo, solicitou ir de uniforme escoteiro para participar do grande fogo de conselho junto a BP. Também emprestou uma das salas da auto-escola para ser uma sede provisória. Seus filhos foram escoteiros e a sua filha e esposa estavam no movimento das Bandeirantes.
Sr. Renato Cheidde, foi o chefe de grupo do GE Tibiriçá, mas as raízes vinham do tempo que era chefe de tropa do GE Guaianazes, ele era conhecido pelo Pio Durval Marsura, outro futuro pioneiro que também foi chefe de tropa do GE Guainazes. O irmão do Sr. Renato emprestou as dependência de uma casa na rua Índico n.º 104, para ser a uma sede provisória do clã, ali foi realizado um grande baile, com a presença das irmãs Bandeirantes, ou melhor das Guias.
Marsura ingressou no movimento como escoteiro depois que viu um acampamento demonstrativo, aqueles que tradicionalmente se realizava no dia 20 de Agosto.
Outros que participaram da comissão com grande prazer foram Sr. Yukimitsu Nishioka, Paulão como todos o conheciam. Sr. San Miguel Palleres, (pai do Pio Horácio, da Akelá Cristina e da Baloo Laura), Sr. Getulio Gallo, (pai dos Pios Airton e Marcia) e Sr. João Miguel Germano o lobinho, como todos o conheciam nem tanto pelo seu porte físico, mas pela serenidade, sinceridade e pelo amor que o rodeava.
O onorável chefe Paulão, foi chefe de grupo do GE Caoquira, entre os diversos cargos que ocupou. Conta que na sua juventude, em Suzano, tinha vontade de participar de um GE local, porém problemas alheios à vontade não ingressou no movimento. E esperou até seus filhos terem a idade de lobinho, aí a família toda mergulhou no escotismo, os lobos, Paulo e Cácio, e a assistente de Akelá Dona Vanda, ótima conselheira para as chefas mais jovens. Depois por incompatibilidade do horário das reuniões com a atividade comercial, e os lobos tornaram-se sêniores, houve um afastamento, retornando quando foi convidado pelo GE Tibiriçá. Relembra da reunião quando foi apresentado o guardanapo, para ser o lenço do grupo.
Germano, o lobinho, tinha o filho Jorge na alcatéia, a esposa e a filha Jorgete nas Bandeirantes, mas Germano era presença garantida nos acantonamentos da Alcatéia, e principalmente na parte ecumênica de um campo ou nas conversas após fogo de conselho com os sêniores. Quando foi convidado para participar da abertura de um novo grupo, achava-se afastado do movimento, porém abraçou aqueles que tinham sido os sêniores de tantas noites acampadas.
No dia 19 de maio de 1979, com a presença de várias autoridades do ramo escoteiro, foi renovada a promessa pelo chefe Aparecido do Sr. Vazzola presidente do grupo, e este renovou a promessa do Sr. Renato, que a seguir renovou a promessa do Mestre Galera. Esta solenidade marcou oficialmente a data da fundação do GE Tibiriçá.
Participaram deste Pequeno Histórico:
Dona Lúcia, Galera, Gaúcho, Germano, Horácio, Jaime, Laércio, Marsura, Paulão e Teixeira.



Texto retirado do antigo site do grupo Tibiriçá 243º/SP.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

TEXTO REDIGIDO PELOS ESCOTEIROS DE PORTUGAL

...um Estilo de Vida
O Método Escutista, sistema de auto-educação progressiva.

As crianças e jovens fazem um compromisso pessoal de adesão a um simples código de vida: a Promessa e a Lei do Escuteiro.

Aprendem fazendo em activa participação com os outros.

Trabalham em grupos pequenos, através do Sistema de Patrulhas, onde cada jovem assume uma função numa “micro-sociedade” onde todos são chamados a participar. Nestes pequenos grupos (5-8 elementos) os jovens desenvolvem a liderança, as capacidades do grupo e a responsabilidade individual.

São estimulados programas de actividades progressivas baseadas nos interesses dos jovens. Actividades que envolvem o contacto com a natureza, um rico ambiente de aprendizagem onde a simplicidade, a criatividade e o descobrimento estão aliados para proporcionar aventura e desafio.
 


pesquisado por o pioneiro: Afonso Branco

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PALAVRAS SOLTAS


Abrindo os olhos descubro…


… fechando posso sonhar.
Se Baden Powell julgava que, depois de Brownsea, a sua ideia ia atravessar fronteiras e enraizar-se, não sei. Mas a distância entre o sonho e a realidade foi tal qual salto de duende e, se hoje tantos jovens se podem orgulhar do lenço que usam, é a ele que devem…
Os tempos eram outros. Eram outros em 1357 quando BP nasceu, em 1907 data do primeiro acampamento, eram outros em 1968 quando o grupo apareceu… Todos bem diferentes do tempo actual. Aliás, confesso-me a escrever este artigo deitada na cama com o computador ao colo… Tempos diferentes, não?!

Sempre me interessei em saber a história do grupo. Quem o tinha formado, onde, porquê. O que levava as pessoas a se identificarem tanto e a criar laços fortes. Aquando da minha insígnia de projecto, no Clan, escolhi fazer um DVD onde registava os 35 anos do grupo. Foi um modo de assinalar a data, de a festejar, de a relembrar enquanto herança histórica para quem por lá passou.

Há quarenta anos um grupo de amigos vindos do 2.º grupo de Lisboa, decidiu fundar o seu próprio grupo em Queluz. A eles agradecemos o acto de coragem e, se bem que os primeiros tempos em que reuniam nos Quatro Caminhos não tenham sido fáceis, o grupo foi ganhando elementos e adquirindo notoriedade, estando desde há muito no Beco dos Capuchos.

Tal como qualquer grupo, o 23 também criou a sua própria identidade. As pessoas foram-se moldando ao grupo e o grupo aos escoteiros que dele faziam parte.

A história do 23 confunde-se com a história das pessoas que por ele passaram. A minha é apenas mais uma…

Há 14 anos entrei para o 23 e desde aí toda a minha vida se desenrolou à sua volta. De uniforme vivi momentos indescritíveis e muitos deles difíceis de explicar ao mundo exterior. Gritei, lutei, falhei, conquistei. Venci e desisti. Chorei, ri, ignorei, deslumbrei. Cresci e amadureci. Acreditei e amei. Amei. Amo. Amarei.

Falar de escoteiros, falar de um grupo que nos moldou a vida e ao qual também dedicámos grande parte dela, é difícil. Apenas agradeço os anos que passei de bordeaux e amarelo. Agradeço as oportunidades, as experiências, as pessoas… Foi nos escoteiros que aprendi a olhar para tudo de modo diferente, que escolhi dedicar a minha vida à educação. Sobretudo, onde aprendi… a dedicar-me!

E porque tantas melodias ficaram, tantas notas soaram, tantas vozes se ouviram… Porque várias são as frases que recorrentemente me saltam à memória. Várias são as palavras que cantadas ou apenas lembradas, nos transportam a momentos diferentes. Por isso tudo aqui ficam algumas das frases que me irão sempre acompanhar. Porque somos sempre escoteiros. Porque serei sempre… escoteira.

Eu sou mexido, não paro de correr. Ainda estou para ver, onde me vou meter!Muitas vezes mogli ajudou e mais vezes dele gostou. Baguera, a pantera, estou aqui! Mogli foi aceite porque um touro ofereci.

Eu já estou cansado de tanto eu me divertir. Balu, guarda o meu dormir.

É urgente estar atento, ver para onde corre a maré. Ver de onde sopra o vento, não vás tu perder o pé.

Ter coragem e conseguir os teus medos enfrentar. Ser leal ao que acreditas…

Sonhos, são apenas sonhos. Restos de sol e de luar. Deixa-me sonhar…

E assim o mar não chega para mim… E assim o caminho não terá um fim…

Abrindo os olhos descubro, fechando posso sonhar. Vejo um por do sol rubro e sonho um dia voltar. E faço um sorriso, uma lágrima cai, a alma fica mas o corpo vai.

Esta última é importante demais para serem meras frases fragmentadas. Esta diz tudo… Diz absolutamente tudo…

Quando a lua ja brilha bem no alto da colina. E a última gota de suor escorrer na neblina. Um dia mais se passou e nada dele restou. Lembro agora os, momentos de alegria e tormentos. Somos cavaleiros do sol, somos guerreiros da paz e agora é tempo de eu descansar. Para amanhã, de novo batalhar. Adormeço ao lado da fogueira que ardes. As minhas feridas saram e acalmam mais tarde. Somos cavaleiros do sol, guerreiros da paz e agora é tempo de eu descansar. Para amanhã, de novo batalhar

parte deste texto saiu no 44.º Cantil da Informação, jornal do Grupo 23… uma edição comemorativa do 40.º aniversário do grupo…





segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

ALGUMAS FACES DO ESCOTISMO...


             
O escotismo Como eu costumo dizer é uma brincadeira séria!
Vivemos muitas aventuras momentos de tristezas?
São poucas, quase insignificante. A maioria é de muita alegria, pois o escoteiro é aquele que vive ao ar livre e ajuda o próximo, e está sempre alerta para qual quer coisa que houver!
E com isso nós aprendemos a viver a vida mais humildemente e ajudando pessoas, sem esperar nada em troca!

Às vezes aparecem problemas para que o escoteiro se afaste do movimento, mais sempre ande de cabeça erguida e não ligue para os problemas...

Sabe por quê?
UMA VEZ ESCOTEIRO SEMPRE ESCOTEIRO!






TÉCNICAS ESCOTEIRAS



Materiais para acampamento

     É muito importante que todo o material, individual e coletivo, necessário para o acampamento, seja preparado e organizado pelo Sênior e Guias com cuidado e atenção, afim de que não falte nada e para que não comprometa o andamento das atividades ou o bem estar do grupo.
     Preparamos uma relação com os mais importantes itens que devem estar no seu material de acampamento. Utilize esta relação para ajudar a preparar a tua própria lista adicionando tudo aquilo que você costuma levar sempre, assim, quando você precisar arrumar sua mochila não precisará ficar preocupado em estar esquecendo alguma coisa e certamente será muito mais prático e rápido.


     Dicas
- Sempre leve em conta o tipo de acampamento que estará participando, substitua e adicione itens quando necessário seguindo as orientações de seu Chefe.
- Em acampamentos volantes e jornadas muito cuidado com o excesso de material, leve apenas o essencial.
- O peso total da mochila não deve ultrapassar 1/5 do seu peso.
- O material deverá estar identificado de preferência. Pode usar o nome, iniciais ou alguma marca própria para não perder nada.
- Não esqueças de colocar a quantidade de roupas de acordo com a duração do acampamento e com o clima.
- Todo o material deverá estar organizado em sacos impermeáveis (de preferência), de acordo com o tipo (Individual, Cozinha, Higiene, etc), dentro da mochila. Pode-se embalar, no final, todos num saco plástico forte e resistente quando há risco de chuva.
- Para os Monitores: Tenha sempre esta lista em mãos para entregar aos novos Elementos da Patrulha antes de um acampamento. Esta será uma ótima forma de orientação.
     Material Individual:
- Uniforme Completo
- Meias
- Roupas íntimas
- Camisetas
- Calções/bermudas
- Calça
- Roupa para atividades ("Roupa de Guerra")
- Agasalho
- Cobertura para o sol (boné, chapéu)
- Calçado
- Capa de Chuva
- Sacola para roupa e calçado sujos
- Roupa de banho
- Saco de dormir
     Material de Higiene:
- Escova de dentes
- Pasta de dentes
- Escova de cabelo ou pente
- Shampoo (mínimo possível)
- Sabonete (neutro/biodegradável)
- Desodorante
- Toalha de banho/toalha de rosto
- Papel Higiênico


     Material de Cozinha:
- Alimentos (ver orientação da programação e/ou Chefia)
- Material de cozinha (ver relação de Patrulha)
- Caixa de fósforos
- Copo/ Prato (preferência plástico)
- Talheres (garfo, faca, colher)
- Cantil
     Outros materiais:
- Faca de mato/ Canivete
- Lenços de bolso
- Lanterna (pilhas extras)
- Caneta/ Bloco de anotações
- Máquina fotográfica (com filme/pilhas)
- Documentos pessoais
- Kit de Primeiros Socorros (Patrulha)
- Bússola
- Estojo simples de costura (alfinetes, linha, agulha)
- Repelente contra insetos
- Protetor Solar


Nós Rapel

Existe uma grande variedade de nós e laços. A maioria é de grande utilidade para determinados fins, enquanto outros são apenas decorativos. Seria interessante e divertido conhecer todos porém, na prática, é mais importante conhecer a fundo os nós verdadeiramente úteis para o seu fim particular, conhecer sua aplicação correta e saber fazê-los sob circunstâncias adversas. Isto é uma verdade principalmente no montanhismo onde a sua vida depende de nós bem feitos.
     Esta seção apresenta os nós mais utilizados no montanhismo e também mostra esquematicamente a execução de cada nó.
     É muito pouco provável que apenas com uma leitura desta seção se consiga aprender a executar bem estes nós. O aprendizado só vem com a prática e por isso é importante treinar a execução de cada um dos nós apresentados com uma corda ou cordelete e assim adquirir alguma experiência que com certeza evitará contratempos na hora da escalada. 
     Oito Duplo
     O oito duplo é um dos principais nós utilizados em escaladas.
     Feito pelo meio da corda, ele serve principalmente para rebocar material, encordar um participante ou fixar a corda em um mosquetão. Esta forma pode ser utilizada no lugar da azelha simples, apresentando a grande vantagem de ser mais fácil de se desfazer após ser submetido a uma carga elevada ou quando molhado.
     Feito pela ponta da corda, o seu principal uso é o de encordamento do guia ou do último participante da cordada. Esta forma também pode ser usada para fixar a ponta da corda diretamente em um grampo ou árvore. Para fazer este nó é necessário fazer antes o oito simples e então acompanhá-lo com a ponta da corda no seu sentido inverso.
     Feito desta forma, o oito duplo também serve para emendar duas cordas em um rapel mais longo, mas é preferível usar o pescador duplo que é um nó menos volumoso e tem menos chance de se enganchar durante o recolhimento da corda.
     Em todos estes casos é sempre bom deixar uma folga de pelo menos um palmo e meio de ponta de corda, arrematado com um nó de frade.
oito simples
Oito simples - nó de partida para o oito duplo pela ponta da corda.
oito pelo meio da corda
Oito duplo pelo meio da corda.
oito duplo pela ponta da corda e arremate final
Encordamento com oito duplo pela ponta da corda e arremate final.
     Prusik
     Este é um nó auto-blocante, ou seja, sob tensão ele trava e quando frouxo ele corre "facilmente". Em resgates, ascensões por uma corda fixa ou mesmo em cabo de aço, o prusik é muito utilizado e quase sempre essencial. Ele também pode ser utilizado para evitar que a corda desça quando você estiver rebocando uma carga pesada (ou mesmo um acidentado) enquanto você descansa.
     Muitos acidentes ou quase acidentes já aconteceram porque os participantes não conheciam o prusik ou não tinham as cordinhas para o caso de uma necessidade. Por isso, é imprescindível que cada participante tenha duas ou três cordinhas e saiba usá-las.
     A cordinha utilizada para este nó deve ter aproximadamente a metade do diâmetro da corda principal, tendo suas pontas emendadas com um pescador duplo ou um nó duplo. Quanto mais se aproximem os diâmetros, menos eficiente o prusik será.
     Ele é normalmente feito com duas voltas, como mostra a figura, mas no caso de escorregar, pode ser utilizado com três ou mais voltas. É importante verificar que o nó de emenda da cordinha não atrapalhe o prusik nem fique na extremidade inferior onde o mosquetão será preso.
     Existem outros nós que podem ser utilizados para o mesmo fim como por exemplo o nó de Machard e variações com a utilização de um mosquetão.
Prusik
     Pescador Duplo
     Nó utilizado para emendar duas pontas de uma mesma corda, como um cordelete para prusik ou de duas cordas diferentes, como em um rapel mais longo, por exemplo.
     Este é um nó seguro e exige menos esforço para ser desfeito do que o nó duplo (mais usado para fitas).
      Para cordas de rapel, é importante deixar uma folga de pelo menos um palmo e meio nas pontas  para maior segurança.
pescador duplo
Uso do pescador duplo na união de duas cordas para rapel. A última imagem exibe o aspecto do nó visto pelo outro lado.
     Volta do Fiel
     Chamado simplesmente de fiel este nó é a forma mais rápida de se fixar a corda, podendo ser reajustado ou desfeito com facilidade.
     A volta do fiel é um nó muito fácil de se fazer e muito útil em uma escalada, como por exemplo quando se deseja fixar a corda do participante sem soltar a segurança ou quando desejamos fazer uma solteira de comprimento variável, podendo mudar o seu comprimento sem soltar a segurança. Com um pouco de prática, pode-se fazê-lo rapidamente com uma mão só. Normalmente o fazemos pelo meio e utilizamos um mosquetão, mas é também muito importante e útil saber fazê-lo pela ponta.
     Feito pelo meio da corda ele serve para fixar a corda em um mosquetão ou pé-de-galinha.
     Feito pela ponta e com um bom arremate de segurança, ele serve para fixar a corda em uma árvore, por exemplo.
fiel pelo meio da corda
Fiel pelo meio da corda.

fiel pelo meio da corda
Fiel pelo meio de uma corda, sem tirá-la do mosquetão
fiel pela ponta da corda
Fiel pela ponta da corda
     Azelha
     O nó azelha é um nó forte e confiável. É muito utilizado durante a escalada para fixar a corda ou para rebocar material.
     Seu grande inconveniente, no entanto, é ser difícil de desfazer após ser submetido a grande tensão e/ou numa corda molhada. O nó oito duplo ameniza esse inconveniente e é portanto preferível.
     Falcaça
     Apesar de não ser usado diretamente na escalada, este nó é muito útil e deve ser aprendido pelos alunos do CBM. Ele serve para arrematar a corda após ser enrolada, facilitando o seu transporte e manuseio quando não utilizada.
     Após enrolar a corda, deixe uma volta mais curta para o ajuste final e reserve uma braçada de corda para executar o nó como mostra a figura.
     Termine o nó passando a ponta da corda pela alça e ajustando-o com firmeza, para evitar que o nó se desfaça.
falcaça arrematando uma corda enrolada no 'vai-e-vem'
Falcaça arrematando uma corda enrolada no "vai-e-vem"
     Nó de Fita ou Nó Duplo
     O nó de fita é um nó usado para emendar as pontas de uma fita, criando-se um anel de fita que pode ser usado como costura ou como fita solteira.
     Faz-se um nó simples em uma das pontas da fita e depois, com a outra ponta, segue-se esse nó pelo caminho inverso. O nó de fita deve ser ajustado para que as fitas fiquem todo o tempo paralelas e com folgas de pelo menos três dedos em cada ponta.
     Para uma solteira pode-se usar uma fita de 260 cm a 300 cm, que após dobrada e emendada deve ficar com cerca de 110 cm a 130 cm. Para costuras médias, usa-se uma fita de uns 160 cm, que após dobrada e emendada ficará com 60 cm, podedo ser levada a tiracolo.
     Se o nó for aplicado em uma corda ou cordelete, em vez de em uma fita, o nó muda de nome e passa a se chamar nó duplo. Deve-se ter muito cuidado com o nó duplo neste caso, pois ele possui uma forma correta e outra errada! A forma errada é insegura e pode se desfazer com o uso.
     A menos que você tenha muita familiaridade com o jeito certo e o errado do nó duplo, para emendar as pontas de uma corda ou cordelete prefira sempre o pescador duplo ou o oito duplo, ambos confiáveis e facilmente identificáveis.

    Código Morse

    Samuel Morse (1791-1872) foi o inventor do código com o seu nome. Quando em 1832 principiou o projeto da construção de um telégrafo não imaginava as dificuldades que teria de enfrentar, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa onde lhe negaram, inclusive, a patente da invenção
         Finalmente, em 1843, conseguiu um financiamento do governo americano para a construção de uma linha telegráfica entre Washington e Baltimore.
         No ano seguinte deu-se a primeira transmissão e o sucesso foi tal que se formou uma companhia que cobriu o território americano de linhas telegráficas. Quando em 1860 Napoleão III lhe concedeu um justo prêmio de reconhecimento pela invenção, já nos E.U.A e na Europa estavam instalados numerosos aparelhos "morse". Na altura da sua morte o continente americano era já cruzado por mais de 300 mil kilometros de linhas.
         O código Morse representa os caracteres através de "pontos" e "traços" correspondendo estes a impulsos elétricos e resultando daí sinais acústicos ou luminosos de uma certa duração. Assim, e tomando o ponto como unidade, este tem a duração de cerca de 1/25 seg. sendo um traço idêntico a 3 pontos. O espaço dos sinais da mesma letra é de um ponto. Entre duas letras o espaço é de três pontos (ou um traço ...) e entre palavras de 5 pontos.
         Devido à evolução tecnológica o código Morse está cada vez mais em desuso.
         Decore algumas letras do alfabeto morse para passar a sua mensagem .
         Você pode decorar algumas palavras importantes e curtas como:
    SIM ... .. _ _ ou simplesmente S ...
    NÃO _ . . _ _ _ _ ou simplesmente N _ .
    JÁ . _ _ _ . _
    SOS ... _ _ _ ... 

    Alfabeto Morse
        A     ._    N       _.    1     ._ _ _ _
        B     _. . .    O      _ _ _    2      .._ _
        C     _ . _ .    P      . _ _ .    3      ... _ _
        D     _ ..    Q       _ _ ._    4        .... _
        E      .    R       . _ .    5        .....
        F      .. _ .    S         ...    6        _ ....
        G     _ _ .    T          _    7        _ _ ...
        H     ....    U        .._    8       _ _ _ ..
        I       ..    V       ... _    9      _ _ _ _ .
        J      . _ _ _    W     . _ _    0    _ _ _ _ _
        K      _._    X    _ .. _    ?      .. _ _ ..
        L      . _ ..    Y      _ . _ _    ,     _ _ .. _ _
        M     _ _    Z       _ _ ..          . ._ _._
     

    Pontuação:
    Ponto ._._._
    Virgula _ _ .. _ _
    Dois pontos _ _ _ ...
    Ponto e virgula _._._.
    Interrogação .._ _ ..
    Exclamação _ _ .._ _
    Sinal de igual _..._
    Traço de fração _.._.
    Porcentagem ._ _._._


    Algumas abreviaturas:
    55 - Sucesso !
    73 - Saudações !
    88 - Amor e beijos !
    ABT - Sobre, com relação a...
    ADR - Endereço
    AGN - De novo
    AM - Modulação de amplitude.
    ANT - Antena
    AR - Fim da mensagem
    AS - Aguarde
    BK - Break (pede entrada)..
    BK - Interrupção
    BT - Pause (break para o texto).
    BTR - Melhor.
    C - Esta letra significa: a sua repetição está certa.
    CFM - Confirme
    CL - Saindo do ar (clear).
    CLD - Chamei. Chamou.
    CLG - Chamando.
    CNDX - Condições.
    CNT - Não posso. Não pode.
    CQ - Chamada geral.
    CUAGN - Vejo você de novo.
    CUL - Vejo você mais tarde.
    CW - Onda contínua. Radiotelegrafia.
    DE - De (alguém).
    DN - Para baixo.
    DR - Caro (amigo).
    EEEEEE etc. - sinal de anulação ou erro.
    ES - E (algo, alguma coisa).
    FB - Excelente (fine business).
    FER - para (alguém)
    FM - De (alguém).
    G - Acuse a recepção repetindo
    GA - Boa tarde!
    GB - Até logo.
    GD - Bom.
    GE - Boa noite !
    GE - Boa tarde
    GLD - Feliz
    GM - Bom dia !
    GN - Boa noite ! (despedindo-se).
    GND - Terra.
    GUD - Bom
    HI - Riso. Risada.
    HPE - Espero.
    HR - Aqui
    HV - Tenho.
    HW - Como? Como copiou?
    HW? - Como me escuta?
    K - Convida qualquer estação a transmitir.
    KN - Convida estação específica a transmitir
    NIL - Nada
    NR - Perto de.
    NW - Agora
    OB - Old boy (rapaz velho).
    OM - Radioamador (old man).
    OP - Operador.
    PSE - Por favor...
    PT - Ponto.
    PWR - Potência (do transmissor).
    R - Mensagem recebida
    RIG - Equipamento da estação.
    RPT - Repita
    RX - Receptor.
    SIG - Sinal
    SOS - talvez a seqüência mais conhecida que significa sinal de perigo
    SRI - Desculpe.
    STN - Estação.
    SUM - Algum
    SWL - Radioescuta
    T - Usada para indicar a recepção de cada uma das palavras do texto.
    TKS - Grato ! Agradecido !
    TMW - Amanhã
    TNX - Grato ! Agradecido !
    TR - Transmita.
    TTTTTT etc. - Sinal de reconhecimento.
    TU - Agradecido a você
    TVI - Interferência em Televisão
    TXT - Texto.
    U - Você
    UD - Sinal de repetição. Emprega-se para obter a repetição de parte ou a totalidade da mensagem.
    UR - Seu
    URS - O seu ...
    VFO - Oscilador de freqüência variável
    VY - Muito
    W - estou impossibilitado de ler a sua transmissão em virtude de a luz não estar em condições ou mal apontada
    WD - Palavra.
    WDS - Palavras.
    WID - Com.
    WKD - Trabalhou, trabalhei.
    WKG - Trabalhando.
    WPM - Palavras por minuto.
    WRD - Palavra.
    WX - Tempo (meteorológico).
    XYL - Senhora
    YL - Mulher solteira (moça nova).
    YL - Senhorita
    YR - Ano.
    Código "Q" ( mais usado )
    QRA - Qual é o nome de sua estação? O nome de minha estação é ....
    QRL - Você está ocupado? Estou ocupado, favor não interferir.
    QRM - Minha transmissão está interferida? Interferência na transmissão (ou recepção).
    QRN - Você está sendo perturbado pela estática? Perturbação por estática.
    QRO - Devo elevar a potência? Potência elevada de transmissão.
    QRP - Devo baixar a potência? Potência baixa de transmissão.
    QRQ - Devo transmitir mais rápido? Transmissão rápida.
    QRS - Devo transmitir mais lentamente? Transmissão lenta.
    QRT - Devo parar de transmitir? Pare de trasmitir.
    QRU - Tem algo para mim? Não tenho nada para você.
    QRV - Você está pronto? Estou pronto.
    QRX - Quando você me chamará de novo? Favor aguarde.
    QRZ - Quem está me chamando? Você está sendo chamado por ....
    QSD - Minha manipulação é defeituosa? Manipulação defeituosa.
    QSJ - Dinheiro (entre radioamadores).
    QSL - Pode você confirmar a recepção? Confirmo a recepção (cartão QSL).
    QSO - Contato entre duas estações.
    QSP - Pode você retransmitir para ....? Retransmito para .....
    QSY - Devo mudar para outra freqüência? Mude para outra freqüência.
    QTH - Qual é a sua localidade? Minha localidade é .....
    QTR - Qual é a hora exata? A hora exata é .......


    Fogão Aéreo

    No dia 30/08 (Encontro 21), a Tropa Sênior-Guia realizou a atividade de construção de um fogão aéreo, que consiste da montagem de um fogão de barro sob uma estrutura de taquara para ser usado em acampamentos longos ou com chuva, pois é mais confortável para cozinhar e também pode ser melhor abrigado das inteméries em dias de chuva.


    A estrutura consiste de uma pioneiria de taquara fixada no chão, sendo revestido com, no mínimo, 10cm de barro (com mais de 70% de argila) em baixo e aos lados, para após ser colocada a chapa de metal. Para colocar a chapa deve-se primeiro fazer o fogo para o barro secar e dar sustenção para a chapa. Feito isso é só usufruí-la.


    Veja as imagens:
    Montagem da pioneiria de taquara
    Patrulha recebendo a ajuda do Chefe Inho
    Elaboração da fogueira para endurecer o barro
    Fogão da Patrulha Kailash com Chefe Wilson
    Fogão da Patrulha Tapuia




    Sinais de Pista


    pista.gif (34875 bytes)


    MONTAGEM DE CONTEÚDO .: IVAN SANTOS